O seguro é um daqueles temas que frequentemente causa incerteza entre os organizadores de ligas.
Muitas pessoas preocupam-se em saber se o seguro é obrigatório, que tipo de seguro precisam ou se ficam expostas caso algo corra mal.
Na prática, a maioria das pequenas ligas e ligas de base adota uma abordagem proporcional em relação ao seguro, e muitas não têm qualquer cobertura formal quando começam.
Este artigo explica como o seguro de ligas normalmente funciona na prática, quando se torna relevante e o que normalmente motiva a decisão.
A maioria das pequenas ligas começa sem seguro
Muitas ligas informais e de base começam sem qualquer seguro específico da liga.
Isto é especialmente comum em ligas apenas para adultos, ligas de pub ou sociais, e ligas que utilizam espaços que já possuem o seu próprio seguro.
Nestes casos, as ligas recorrem frequentemente a regras de bom senso, formatos de baixo risco e à cobertura existente do local, em vez de contratarem um seguro próprio.
Para muitas ligas, o seguro não é algo em que precisam de pensar desde o primeiro dia.
O seguro é muitas vezes motivado por requisitos externos
Quando as ligas contratam um seguro, normalmente é porque algo externo o exige.
Exemplos comuns incluem um local que pede cobertura de responsabilidade civil, a filiação a uma entidade reguladora, a participação de jovens ou menores, ou exigências ligadas a patrocínios, financiamento ou apoio municipal.
Ou seja, o seguro é muitas vezes uma resposta a um pedido ou condição, e não um requisito padrão para gerir uma liga.
O que o seguro de uma liga normalmente cobre
Quando as ligas contratam um seguro, este costuma focar-se num pequeno número de áreas.
Isto inclui frequentemente cobertura de responsabilidade civil, no caso de alguém se magoar durante uma atividade da liga, proteção para organizadores ou oficiais que atuam em nome da liga, e eventos organizados pela liga, em vez de jogadores individuais.
Os detalhes exatos variam conforme o país, o fornecedor e a estrutura da liga, mas a maioria das apólices destina-se a cobrir riscos organizacionais básicos, e não resultados competitivos.
Locais e seguro
Muitas ligas jogam em locais como pubs, clubes ou centros desportivos.
Nestes casos, o local geralmente já possui o seu próprio seguro, cobrindo as instalações e as atividades que aí decorrem.
Esta é uma das razões pelas quais muitas pequenas ligas operam sem um seguro separado, especialmente quando os jogos decorrem exclusivamente em locais já segurados.
Se um local exigir cobertura adicional, normalmente isso será comunicado de forma clara.
Jogadores menores de 18 anos e seguro
As ligas que envolvem jogadores menores de 18 anos têm maior probabilidade de enfrentar exigências relacionadas com seguro.
Isto está muitas vezes ligado a expectativas de proteção, regras de entidades reguladoras ou políticas de locais e instalações.
Nem todas as ligas com participação de jovens precisam de seguro, mas as expectativas são geralmente mais elevadas e é mais provável que os organizadores sejam questionados sobre isso.
Nestes casos, as ligas costumam analisar o seguro em conjunto com orientações sobre proteção e comportamento, em vez de o tratarem como uma decisão separada.
Uma abordagem proporcional funciona melhor
A maioria das ligas não decide sobre o seguro de forma isolada.
Em vez disso, consideram quem participa, onde os jogos decorrem, se existem requisitos externos e o nível geral de risco.
Muitas ligas só contratam seguro quando existe um motivo claro para o fazer e revêm a sua abordagem à medida que a liga cresce ou muda.
Esta abordagem gradual e proporcional reflete a forma como a maioria das ligas de base funciona na prática.
A principal conclusão
O seguro de liga não é automaticamente obrigatório para pequenas ligas desportivas.
A maioria das ligas começa de forma simples, confia na cobertura existente dos locais e em regras claras, e só considera o seguro quando existe uma necessidade ou exigência específica.
Se um local, entidade reguladora ou parceiro solicitar seguro, isso torna-se normalmente uma decisão prática e não teórica.
Tal como muitos aspetos da gestão de uma liga, o seguro é algo que a maioria dos organizadores aborda quando a situação o exige, e não antes.